Diretiva Marco da Água

Diretiva Marco da Água  (DMA) é uma norma do Parlamento Europeu e do Conselho da União Europeia através da qual se estabelece um marco de atuação comunitário no âmbito da política de águas. A Diretiva 2000/60/CE regula os usos e proteção das águas ao nível europeu, assim como estabelece os parâmetros e métricas necessárias à realização da medição da qualidade das águas. O objetivo da DMA é a proteção das águas europeias (costeiras, estuarinas e continentais) dentro de níveis de qualidade cujos níveis de referência são estabelecidos em Real Decreto Legislativo 1/2001, de 20 de julho, através do qual se aprova o texto refundido da Lei de Águas, na Ordem ARM/2656/2008, de 10 de setembro, pela qual se aprova a instrução de planificação hidrológica (IPH).

Os nossos serviços incluem a avaliação do estado das massas de água de rios, lagos, águas costeiras, águas de transição, barragens e outras águas modificadas homologadas. É um serviço integral no qual se planificam e executam as amostragens, se realizam as análises e determinações taxonómicas em laboratório, se calculam os índices, e finalmente se avalia o estado da massa de água com base nas condições de referência estabelecidas. No cumprimento da instrução de planificação hidrológica (IPH) avalia-se tanto o estado ou potencial ecológico como o estado químico.

Avaliação dos indicadores de qualidade para a determinação do estado ecológico, que se dividem em biológicos, físico-químicos e hidromorfológicos.

Biológicos

  • Fitoplâncton
  • Fitobentos (diatomáceas)
  • Macroalgas
  • Angiospérmicas
  • Macrófitos
  • Macroinvertebrados
  • Ictiofauna

Físico-químicos

  • Temperatura
  • Oxigénio
  • Transparência
  • pH
  • Contaminantes específicos sintéticos
  • Contaminantes específicos não sintéticos
  • Nutrientes

Hidromorfológicos

  • Regime hidrológico
  • Continuidade do rio
  • Condições morfológicas
  • Regime de marés

Cálculo dos indicadores estabelecidos para fitobentos e diatomáceas (IPS, MDIAT), para macroinvertebrados dulçaquícolas (IBMWP, METI, IASPT, EPT), para macroinvertebrados marinhos (M-AMBI, MEDOC), para ictiofauna (EFI, % espécies autóctones), para fitoplâncton (Clorofila-a, Biovolume algal, IGA, % Cianobactérias), para macrófitos (cobertura, presença de espécies alóctones, mTR), para macroalgas (CFR, CARLIT/Benthos, POMI), entre muitos outros.

Avaliação e comparação com limites de referência e cálculo dos indicadores estabelecidos (IVF, IHF, QBR, ICF, END, etc.) Determinação do estado trófico das barragens (Índices TSI, TSIC).

Avaliação dos indicadores de qualidade para a determinação do estado químico de acordo com a legislação de qualidade ambiental (NCAs), Diretiva 2008/105/CEE e Real Decreto 60/2011, Médias anuais (NCA-MA) e concentrações máximas admissíveis (NAC-CMA).