Fauna

Os estudos e seguimentos de fauna podem realizar-se ao nível do indivíduo, de populações ou de comunidades, e realizar-se tanto em ecossistemas terrestres como em ecossistemas aquáticos (dulçaquícolas e marinhos). Os principais grupos faunísticos existentes podem dividir-se em vertebrados e em invertebrados, apesar de existirem muitos outros grupos menos conhecidos. Entre os primeiros podemos encontrar os peixes, anfíbios, répteis, aves, mamíferos e entre os segundos os artrópodes, moluscos, vermes, equinodermes, medusas e esponjas.

Os nossos serviços incluem a análise de todo o tipo de parâmetros biodemográficos de espécies faunísticas, como a estrutura populacional, a distribuição por sexos e idades, a fenologia e biologia reprodutiva, as taxas de mortalidade e sobrevivência, etc. Especializados na elaboração de modelos de viabilidade populacional (PVA) e modelos de distribuição de espécies (MDE), na determinação de tamanhos de população mínima viável e população efetiva, na caracterização genética das populações mediante estudos moleculares, e na elaboração de planos de conservação e planos de recuperação.

Elaboram-se Atlas de distribuição de espécies animais e realiza-se cartografia temática de:

  • Zonas de reprodução.
  • Zonas de alimentação.
  • Áreas de nidificação.
  • Áreas de dispersão.
  • Refúgios de quirópteros.
  • Enclaves reprodutivos de anfíbios.
  • Áreas de desova de ictiofauna.
  • Dormitórios de aves.
  • Corredores de fauna.
  • Corredores migratórios.

Desenvolvimento de protocolos de maneio, trasladação, recuperação e reabilitação de espécies de fauna protegida e cinegéticas. Planificação e execução de Programas de reintrodução, reforço e criação em cativeiro de espécies, inclusivamente a planificação das ações e a seleção de áreas favoráveis, as análises da viabilidade, a recolha de amostras e a análises do estado sanitário, ou a medição de níveis de contaminantes em espécies silvestres/domésticas.

Inventários e censos de fauna mediante métodos diretos, considerados como mais tradicionais, e também mediante métodos indiretos, com maior aceitação nos dias de hoje pelos seus excelentes resultados. Entre os últimos a ferramenta mais moderna e eficaz é, indubitavelmente, a identificação mediante técnicas de genética molecular, que permitem estudos a nível individual a partir de restos biológicos.

Exemplos de metodologias de censo de fauna, tanto diretos como indiretos:

  • Transetos para localização direta.
  • Pontos fixos de observação.
  • Esperas e estações de escuta.
  • Faroladas noturnas.
  • Armadilhagem seletiva.
  • Registo de ultrassons (quirópteros).
  • Transetos de indícios de presença (pegadas, excrementos, etc.).
  • Armadilhas de pelo.
  • Armadilhas de pegadas.
  • Armadilhagem fotográfica.

Desenho e execução de planos de maneio de populações de espécies animais exóticas invasoras no meio natural (mexilhão zebra, lagostim-vermelho-americano, visão-americano, tartaruga da Flórida, etc.), assim como programas de prevenção e controlo de fauna em zonas urbanas, portos e aeroportos. Sistemas específicos de erradicação de espécies sobreabundantes, incomodativas ou nocivas, e sistemas de exclusão de fauna. Ações pontuais de trasladação de fauna mediante pesca elétrica, armadilhagem específica, teleanestesia, etc.